A aquisição de acessórios, camisetas e adereços movimentará a economia do país dos comércios paulistanos

Por Adriana Monteiro

Os grandes eventos futebolísticos no país geram altos investimentos por parte do governo, e neste contexto os comércios são beneficiados pela ocasião. A Copa do Mundo de 2014 será realizada em território brasileiro e as estratégias de lucro vão além da estrutura que vem sendo preparada.“Na economia a tendência é aumentar a demanda por conta dos turistas. Com o este crescimento irá gerar mais empregos”, aponta Odilon Guedes, economista pela PUC e professor universitário da USP.

Visualizando os benefícios futuros para o negócio, o comerciante Eduardo Pereira, sócio-proprietário da loja de variedades Carrefaws, localizada no Jardim Santo Eduardo, bairro de Embu das Artes, acredita que o evento vai influenciar os comércios de modo geral, apesar do estado de São Paulo não estar 100% envolvido como o Rio de Janeiro, sede da Copa do Mundo.

Estudo realizado em 2010, pela Ernest & Young e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que a estimativa é que R$155,7 bilhões sejam injetados na economia do país. As estratégias de lucrar já são planejadas pelo comércio. “Vai ser uma Copa ótima para o Brasil, já estamos aumentando a loja e vamos investir pesado. Vai virar a loja da Copa”, aposta Pereira.

Segundo Pereira, o investimento para o Carrefaws na Copa de 2010 foi de 20 mil reais na compra de produtos e obtendo lucro em torno de 20% a 30%. Para o próximo evento o investimento será maior, e também trabalharão com anúncios e panfletos de divulgação. Para Guedes, o comércio deverá ampliar as lojas e enriquecer os estoques de tal forma suficiente a suprir a demanda no país, principalmente nas cidades que irão sediar o evento.

Do outro lado, movimentando a economia do país estão às pessoas empenhadas em consumir os produtos oferecidos. Porém a aquisição de produtos oficiais foge da realidade da grande maioria dos brasileiros. “Compro camisetas e dependendo do preço compro pirata, vou na 25 e compro um monte de acessórios para torcer mesmo”, garante Sandra Santos, coordenadora pedagógica.

A busca por produtos piratas está relacionada ao alto custo, mas também pela utilidade momentânea do acessório adquirido. Diante dessa evidência, os diferentes povos torcem e vibram por um ideal e pouco é levado em conta à origem do produto. “Costumo comprar produtos piratas, por que são mais em conta já produtos oficiais são mais caros e teriam que ser mais preservados, e como a Copa ocorre de quatro em quatro anos não tem a necessidade de se guarda um objeto que será usado daqui quatro anos novamente”, ressalta Ediesley Silva Lopes, auxiliar administrativo.

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Uma resposta »

  1. nathiii disse:

    Já que o título a gente não leva (realismo pessimista a cima de tudo), pelo menos os dólares dos gringo a gente “cata”!!!

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